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Os impactos da Covid-19 na saúde da gestante

Como a Covid-19 se manifesta nas gestantes? Quais os riscos para a mãe e para o bebê? Pesquisas feitas até o momento não têm respostas claras para essas questões, apenas evidenciam tendências. Por precaução, logo no início da pandemia o Ministério da Saúde determinou que as gestantes e as puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal) são consideradas grupo de risco ainda que os dados a respeito do quanto o novo coronavírus pode ser mais prejudicial às gestantes do que a população em geral ainda sejam escassos.

Recentemente, estudo publicado no International Journal of Gynecology and Obstetrics revelou que ocorreram 124 mortes maternas por COVID-19 no Brasil, o que representa 77% das mortes em todo o mundo. As razões para isso: pesquisadores citam dificuldades de acesso à UTI e aos ventiladores associado a um maior número de gestantes e puérperas com comorbidades como diabetes, doenças cardiovasculares e obesidade.

O que se sabe até agora?

A literatura mostra que no caso de outros coronavírus, causadores de síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e síndrome respiratória aguda grave (SARS), há o risco de a gestação ser afetada, prejudicando o desenvolvimento do feto, podendo levar à mortalidade materna e perinatal. No caso da Covid-19, profissionais de saúde tem se baseado em estudos de caso para ficarem atentos de como a doença se manifesta na gestante ao mesmo tempo em que buscam delinear protocolos de atendimento. De acordo com artigos científicos, se antes parecia que as gestantes não tinham sintomas mais graves que a população, hoje já há indícios de que não é bem assim que acontece.

Uma revisão integrativa, que utilizou como base de dados artigos publicados até 14 de abril de 2020, publicados em inglês, espanhol ou português e usou os descritores “gravidez” e “COVID-19”, identificou que as gestantes são mais afetadas por doenças respiratórias devido a alterações imunológicas e anatômicas fisiológicas.

Outro dado importante verificado foi a possibilidade da transmissão vertical. Em revisão sistemática elaborada em abril deste ano, constatou-se que de um total de 70 recém-nascidos de mães com infecção SARS-CoV-2 comprovada, 7,1% tiveram infecção precoce detectada em segundo dia de vida. Somado a isso, uma publicação também alertou sobre a possibilidade de mortes fetais em gestações com infecção por Covid-19.

Quanto às complicações no parto, artigo do The Pediatric Infectious Disease Journal, intitulado “COVID-19 in Children, Pregnancy and Neonates: A Review of Epidemiologic and Clinical Features” apontou que baixo peso ao nascer, parto prematuro e duas mortes perinatais foram relatadas em associação com SARS-CoV-2. Mas não está claro se algumas das complicações maternas e neonatais citadas são devido ao vírus ou por terem feito cesárea prematura resultando em problemas respiratórios neonatais. Um outro estudo de caso-controle relatou que o número de partos prematuros foi maior em mulheres infectadas com SARS-CoV-2 em comparação com mulheres não infectadas. Além disso, sofrimento fetal e rupturas prematuras de membranas foram relatadas em mulheres infectadas com Covid-19.

Em relação à má formação do feto, ainda não há relatos de dismorfologias fetais, anomalias congênitas em doenças como SARS e MERS, indicando que o novo coronavírus pode seguir a mesma tendência. Contudo, até o momento só há relatos de mulheres infectadas na segunda metade da gestação.

Quais cuidados no caso de uma gestante infectada?

Embora haja muitas incertezas quanto às características específicas do vírus, para promover qualidade na assistência à gestante e ao bebê, o artigo “COVID-19 e a produção de conhecimento sobre as recomendações na gravidez: revisão de escopo*” recomenda:

  • Conter, ao máximo, o avanço do vírus com o isolamento e uso de máscara;
  • Cuidar das infecções respiratórias;
  • Confirmar a doença e a gravidez o mais precocemente possível;
  • Utilizar recursos tecnológicos para a triagem;
  • Manter o suporte de oxigênio, quando necessário;
  • Orientar sobre o repouso, o sono, a nutrição e a hidratação;
  • Utilizar medicamentos quando indicados e contraindicar medicamentos que possam ter efeitos teratogênicos ou tóxicos para o feto;
  • Monitorar os sinais vitais;
  • Oferecer uma atenção obstétrica individualizada e uma abordagem multiprofissional.

São muitos os relatos e artigos científicos publicados sobre o comportamento do vírus Sars-Cov2 na gestação e no puerpério. Somente por meio da produção de conhecimento e da ciência será possível conhecer melhor o vírus e encontrar os melhores protocolos de atendimento. Às operadoras de saúde cabe coletar o maior número de dados dos beneficiários para contribuir com as descobertas desse novo vírus e assim chegar mais perto da vacina ou de um medicamento seguro e eficaz contra a doença.

A ForMédici pode ajudar no gerenciamento dos dados. Que saber como? Entre em contato: contato@formedici.com.br ou (14) 3234-3335 / (14) 3226-2404.

Referências pesquisadas:

Por que o Brasil é o país com mais mortes de gestantes por covid-19. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/07/16/Por-que-o-Brasil-%C3%A9-o-pa%C3%ADs-com-mais-mortes-de-gestantes-por-covid-19

Immunological aspects of coronavirus desease during pregnancy: an integrative review. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/ramb/v66n5/1806-9282-ramb-66-5-0696.pdf

Atualização da transmissão vertical da COVID-19. Disponível em: https://sgorj.org.br/noticias/atualizacao-da-transmissao-vertical-da-covid-19/

COVID-19 in Children, Pregnancy and Neonates: A Review of Epidemiologic and Clinical Features. Disponível em: https://journals.lww.com/pidj/Fulltext/2020/06000/COVID_19_in_Children,_Pregnancy_and_Neonates__A.1.aspx?context=FeaturedArticles&collectionId=3

COVID-19 e a produção de conhecimento sobre as recomendações na gravidez: revisão de escopo. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692020000100606&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Protocolo de atendimento no parto, puerpério e abortamento durante a pandemia da covid-19. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/covid19/item/1028-protocolo-de-atendimento-no-parto-puerperio-e-abortamento-durante-a-pandemia-da-covid-19

Possível transmissão vertical de SARS-COV-2 de uma mãe infectada para seu recém-nascido. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2763853

COVID-19 em crianças, gravidez e recém-nascidos: uma revisão das características epidemiológicas e clínicas. Disponível em: https://journals.lww.com/pidj/Fulltext/2020/06000/COVID_19_in_Children,_Pregnancy_and_Neonates__A.1.aspx?context=FeaturedArticles&collectionId=3

Por Camila Leal, especial para a ForMedici

By robson.alvarez March 3, 2025
Na era atual, onde a gestão da saúde se tornou mais do que uma prioridade, a integração entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e o atendimento domiciliar surge como uma solução eficaz para potencializar a medicina preventiva e otimizar o gerenciamento de doenças crônicas. As operadoras de planos de saúde e empresas que contratam esses serviços têm se beneficiado das soluções tecnológicas avançadas oferecidas por empresas como a ForMedici. Nesta postagem, explorarei como essas estratégias interconectadas estão transformando o cenário de saúde. O Papel Essencial da APS na Medicina Preventiva A Atenção Primária à Saúde se destaca como o primeiro ponto de contato no sistema de saúde, focando na prestação de cuidados preventivos e contínuos. Este modelo tem a capacidade de impactar positivamente no gerenciamento de doenças crônicas através dos seguintes aspectos: Prevenção e Detecção Precoce: Ao se centrar na saúde preventiva, a APS facilita a detecção precoce de doenças, muitas vezes antes que os sintomas se manifestem. Continuidade do Cuidado: Um acompanhamento regular garante que os pacientes com doenças crônicas recebam cuidados consistentes, minimizando complicações. Promoção da Saúde: A APS está estrategicamente posicionada para promover hábitos saudáveis, educar os pacientes e implementar programas de prevenção de doenças. A ForMedici está na vanguarda dessa implementação, oferecendo plataformas que possibilitam uma comunicação mais fluida entre pacientes e profissionais de saúde, elementos cruciais para o sucesso da APS. Atendimento Domiciliar: Tornando o Cuidado Mais Acessível e Eficiente O atendimento domiciliar se revelou uma peça chave no quebra-cabeça da medicina preventiva. Ele não só garante maior conforto e comodidade para os pacientes, como também traz vantagens significativas para o gerenciamento de doenças crônicas: Ambiente Familiar: Receber cuidados em casa ajuda os pacientes a se sentirem mais à vontade, o que pode melhorar os resultados de saúde. Monitoramento Regular: O atendimento domiciliar permite um monitoramento contínuo e personalizado das condições de saúde dos pacientes. Redução de Rehospitalizações: Ao proporcionar cuidados preventivos e imediatos no ambiente doméstico, reduz-se a necessidade de hospitalizações frequentes. Com soluções como o ForMedici PreventCare e ForMedici AD, os profissionais de saúde conseguem gerenciar eficientemente programas de medicina preventiva e atendimento domiciliar, integrando dados e melhorando a qualidade do cuidado aos pacientes. A Sinergia Entre APS e Atendimento Domiciliar Quando combinadas, a APS e o atendimento domiciliar têm um impacto ainda mais significativo na medicina preventiva e no gerenciamento de crônicos. Esta sinergia pode ser observada de várias maneiras: Gestão Ampliada: A colaboração entre a APS e o atendimento domiciliar cria um ciclo de cuidados contínuo, do diagnóstico precoce à manutenção do bem-estar. Personalização do Cuidado: A integração permite uma abordagem individualizada que leva em consideração as necessidades específicas de cada paciente. Uso Eficiente de Recursos: Ao reduzir a necessidade de internações e visitas hospitalares, há uma significativa otimização de recursos financeiros e logísticos. A tecnologia fornecida pela ForMedici desempenha um papel crucial aqui, facilitando a comunicação entre todos os envolvidos e assegurando que os dados de saúde sejam monitorados e acessíveis a qualquer momento. Desafios e Oportunidades Por mais promissoras que sejam essas abordagens, ainda existem desafios a serem enfrentados. O treinamento aprimorado de profissionais, a resistência à mudança de paradigmas e a necessidade de infraestrutura adequada são alguns dos obstáculos. Entretanto, esses desafios também abrem portas para inovações e parcerias estratégicas. A ForMedici, com seu compromisso de transformar o cuidado à saúde através da tecnologia, continua a ser uma parceira essencial para operadores de saúde que buscam superar esses desafios e aproveitar ao máximo as oportunidades emergentes. Conclusão A integração da Atenção Primária à Saúde com o atendimento domiciliar está efetivamente transformando a medicina preventiva e o gerenciamento de doenças crônicas. A abordagem colaborativa não só melhora a qualidade de vida dos pacientes, como também otimiza o uso dos recursos de saúde, promovendo um sistema mais eficiente. Para operadoras de saúde e empresas contratantes desse segmento, investir nessas soluções é um passo fundamental para garantir um futuro mais saudável e sustentável. Se você busca inovar na gestão de saúde e implementar soluções de ponta, considere a experiência e expertise da ForMedici, pioneira em tecnologia de saúde. Agradeço por sua atenção e por considerar essas possibilidades para melhorar o cuidado à saúde. Espero que este conteúdo tenha sido esclarecedor e motivador. Cordialmente,  Robson, Diretor de Projetos e Novos Negócios na ForMedici
By Agencia October 19, 2020
Estudos indicam que uma alimentação saudável e o consumo de determinadas vitaminas e minerais são importantes para o fortalecimento da imunidade e, consequentemente, para a prevenção de doenças ou do não agravamento delas. Especificamente em relação à Covid-19, não há um único nutriente ou composto... O post A importância da alimentação saudável no fortalecimento da imunidade e prevenção da Covid-19 apareceu primeiro em BLOG | FORMEDICI.
By Agencia September 28, 2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu como meta atingir a cobertura universal de saúde até 2030. Para que seja alcançada, a OMS afirma que o mundo precisa de mais 9 milhões de enfermeiras(os). Nas Américas, a OPAS destaca que são necessários 800 mil profissionais... O post Enfermagem de Prática Avançada na Atenção Primária à Saúde para uma gestão de saúde com mais resolutividade apareceu primeiro em BLOG | FORMEDICI.
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