De acordo com historiadores a filosofia paliativista é muito antiga e as primeiras definições a respeito do “cuidar” começou na Idade Média, durante as Cruzadas. Já existia hospedarias em monastérios, abrigando doentes, moribundos, pessoas famintas, mulheres que se encontravam em trabalho de parto, órfãos e leprosos. Essa característica retratava uma espécie de acolhimento, para proteger e aliviar o sofrimento daquelas pessoas.
Nesse contexto por volta do século XVII, um jovem padre francês chamado Vicente de Paula fundou a Ordem das Irmãs da Caridade em Paris e abriu várias casas para órfãos, pobres, doentes e moribundos. Mais tarde declarado santo pelo Papa Clemente XII em 1737. Em 1900, junto as Irmãs da Caridade, irlandesas, fundaram o St. Josephs´s Convent, em Londres, e começaram a visitar os doentes em suas casas. Em 1902, elas abriram o St. Joseph´s Hospice com 30 camas para moribundos pobres. (ANCP, 2017)
Dando continuidade o atendimento domiciliar paliativo foi um fator significativo que permitiu aos pacientes sem possibilidades terapêuticas, serem acolhidos e cuidados em suas residências, até porque, evitar ou minimizar o sofrimento do outro poderá permitir uma melhor qualidade de vida possibilitando ás famílias um pouco de tranquilidade e a criação de um vínculo com o profissional de saúde o que com certeza tornará o trabalho mais ameno durante a doença
Portanto a Organização Pan-Americana da Saúde define Cuidados Paliativos da seguinte forma:
“Eles são os cuidados adequados para o paciente com doença avançada e progressiva, onde a controle da dor e de outros sintomas, assim como os aspectos psicossociais e espirituais grande importância. O objetivo é alcançar a melhor qualidade de vida possível para o paciente e sua família. A medicina paliativa afirma a vida e considera morrer um processo normal.Os cuidados paliativos não avançam ou atrasam a morte, mas constituem um verdadeiro sistema de apoio e apoio ao paciente e sua família ” (OPAS, 2011)
Os cuidados paliativos, diferentemente da eutanásia, não buscam a qualquer momento o término da vida do paciente, mas oferecem cuidados até a morte.
Vale destacar que as habilidades do enfermeiro sempre estão voltadas para a avaliação sistemática dos sinais e sintomas; para o auxílio da equipe multiprofissional no estabelecimento de prioridades para cada cliente, para a interação da dinâmica familiar e especialmente para o reforço das orientações clínicas, a fim de que os objetivos terapêuticos traçados pela equipe multidisciplinar sejam alcançados. Trata-se de cuidados sensíveis e de educação, que demandam ações de proximidade física e afetiva para que muitas orientações se efetivem na prática.
Por isso é que a competência relacional do enfermeiro recebe destaque nos Cuidados Paliativos. Tanto para a equipe, quanto para o paciente e para a instituição, é necessário que este profissional tenha habilidades de comunicação, pois estas asseguram o melhor desenvolvimento de suas práticas clínicas. (BRASIL, 2012)
REFERENCIAS
ANCP. Academia Nacional de Cuidados Paliativos.São Paulo, 2017. Disponivel em: https://paliativo.org.br/cuidados-paliativos/historia-dos-cuidados-paliativos/
BRASIL. Ministerio da Saúde. Manual de Cuidados Paliativos ANCP. Ampliado e atualizado 2ª edição. Org. Ricardo Tavares de Carvalho Henrique Afonseca Parsons. Brasília, 2012. Disponivel em: http://formsus.datasus.gov.br/novoimgarq/24326/4052575_345331.pdf
OPAS. Organização Panamericana de Saúde. Programa Nacional de Cuidados Paliativos. Panamá, 2011. Disponivel em: https://www.paho.org/pan/index.php?option=com_docman&view=download&category_slug=publications&alias=333-programa-nacional-de-cuidados-paliativos-panama&Itemid=224
Por Doutora Maria Lucia Moura, especial para a ForMedici
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